Terminais privados comandam movimentação do setor portuário brasileiro em 2019

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De acordo com balanço da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), as instalações portuárias brasileiras movimentaram 1,1 bilhão de toneladas de carga em 2019, com uma queda de 1,6% em relação ao ano anterior. Os terminais privados foram responsáveis por 66% da movimentação total no ano passado e registraram um crescimento médio anual (2010-2019) de 3,4%. Os principais perfis de carga nos portos privados foram granel sólido mineral, granel líquido e carga geral solta. Já os portos organizados ficaram com 34% e crescimento médio anual de 2,5%. Os dados fazem parte do Anuário Estatístico Aquaviário apresentado pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).


Segundo o presidente da ATP, Murillo Barbosa, os números mostram a importante contribuição dos terminais privados para a economia brasileira. "Os TUPs já são uma tendência nacional e precisam ter mais atenção das autoridades. São necessários mais investimentos em rodovias e ferrovias, além de mais segurança jurídica, menos burocracia e regulação. Com mais liberdade para empreender, os terminais privados podem dar retorno ainda maior", afirma.


Entre os terminais privados que mais movimentaram cargas em 2019 estão Ponta da Madeira (MA), com 190,1 milhões de toneladas seguido por Tubarão (ES), com 76,4 milhões. Em terceiro lugar, o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (Transpetro), no Rio de Janeiro, que movimentou 51,9 milhões de toneladas.


Já entre os portos organizados, Santos (SP) foi o que mais movimentou, com 106,2 milhões de toneladas, seguido por. Paranaguá (PR) com 47,5 milhões. Na terceira posição ficou Itaguaí (RJ) com 43,2 milhões de toneladas.


A movimentação de contêineres, considerando todas as navegações, foi de 117 milhões de toneladas em 2019, o que equivale a 10,5 milhões de TEU, unidade mais conhecida. O crescimento total de movimentação de TEU foi de 3,5% em relação à 2018. Nos portos privados, a movimentação de contêineres teve crescimento acentuado, com quase 11%, reflexo do aumento de autorizações nos terminais.


Fonte: Assessoria de imprensa da ATP